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It's not what I do, but the way I do it. It's not what I say, but the way I say it.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Já é tarde, mas apetece-me deveras escrever. Principalmente porque nunca falei comigo própria, com todas as palavras, sobre o que se tem passado. E tenho essa necessidade de deixar escrito aquilo que hoje me magoa, mas que com o tempo vai passar. Como diz a minha mãe, "O melhor para tudo é o tempo.", e eu sei que ela tem razão, mas há momentos em que é tão difícil dizê-lo quanto mais aceitar!
Não têm sido fáceis os últimos tempos. Quando duas pessoas de quem gostamos muito se afastam de nós sem sequer pensarem duas vezes no quão egoístas estão a ser, e quando ao mesmo tempo passámos por uma experiência que marca, pela negativa, a nossa vida para sempre sem que essas pessoas estejam lá para nos apoiar, acho que isso me deixa no direito de dizer que os últimos meses não têm sido nada fáceis.
Há quem escolha o orgulho e prefira uma "saída fácil", sem pensar nos laços de amizade que foram criados durante anos e anos. (Verdade seja dita, quando somos substítuidos por outras pessoas e a distância é uma desculpa para não pegar no telemóvel e fazer uma chamada é porque o sentimento não era assim tão forte.) E há quem escolha a cobardia e a hipocrisia, sem pensar que o adiar de uma decisão só veio trazer mais estragos. Refiro-me a alguém por quem me apaixonei e que ainda não consegui esquecer. Alguém que está bem e que não tem qualquer tipo de interesse em saber como eu estou, depois de tudo o que aconteceu. Alguém que me vira a cara na rua, que me tem como uma estranha, que não ousa um simples Olá de boa educação. Alguém que foi e está a ser egoísta. E que sabe disso, mas mesmo assim é mais fácil não falar, é mais fácil não mexer mais no assunto, é mais fácil não ouvir aquilo que não queremos ouvir, não é verdade? Alguém que saiu desta história sem remorsos, sem arrependimentos, sem saudades, sem vontade de voltar atrás. Alguém que escolheu desistir. Alguém que deixou de gostar. E quando já não se gosta, fazem-se coisas absurdas como terminar uma relação por telemóvel. Lá está, é mais fácil não ter de olhar cara-a-cara. É mais fácil ser-se cobarde!
Mas mais do que tudo, o que me deixa mais triste é a naturalidade com que passa por mim e finge que nunca me viu. A forma como evita passar nos mesmos caminhos que eu, a forma como me vira as costas. De tudo, isto é o que mais me tem magoado. Deixou de haver respeito da parte dele por alguém a quem ainda há uns tempos atrás lhe dizia "Amo-te. Hoje e Sempre.". Deixou de haver o mínimo de preocupação, de boa educação. Um desinteresse completo. E magoa-me que assim seja. Magoa muito. Porque mesmo depois de escrever tudo isto e de saber na minha cabeça que tudo isto é verdade, não sei deixar de gostar dele. Não sei não olhar para ele quando o vejo na rua. Não sei não esperar por uma chamada dele quando me vou deitar. Não sei não ter notícias dele. Não sei não olhar para a casa dele de cada vez que lá passo. Não sei não pensar como é bom andar de baloiço com ele. Não sei não ter saudades dAquele abraço nas noites de sexta-feira. Não sei não sentir a falta dele em Coimbra.
Mas sei que isto vai passar. Todos me dizem que sim e quero/prefiro agarrar-me a isso. Para meu bem. E como diz a minha melhor amiga, "What goes around comes around". Acho que a frase diz tudo.

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