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It's not what I do, but the way I do it. It's not what I say, but the way I say it.

sábado, 12 de novembro de 2011

Não o tenho visto. E sinto-me muito mais tranquila com essa nova realidade. Chegou a ser torturante ter de me cruzar com ele quase todos os dias a caminho da faculdade. Finalmente alguma paz.
Ouvimos muitas vezes dizer que quando Deus nos fecha uma porta abre-nos uma janela, e por ironia do destino, nunca esta frase fez tanto sentido como agora. Estaria a ser muito mais difícil voltar a levantar-me sem o apoio fundamental de uma pessoa. Alguém que sempre esteve por perto, que sempre esteve ali para o que eu precisasse, alguém que eu via todos os dias mas não reparava, que olhava para mim de uma forma especial desde o primeiro dia. Alguém que me queria proteger, mas que eu não deixava porque andava cega por quem, afinal de contas, não valia a pena. Chama-se Ricardo. E tem sido, sem qualquer dúvida, o meu grande pilar. Não estou com isto a desvalorizar o papel das minhas amigas da faculdade ou a minha melhor amiga, a elas também devo, sim, um GRANDE Obrigada pois sem elas o dia-a-dia teria sido mil vezes pior de suportar. Mas, nesta fase em que me sinto um pouco mais estável, mais segura, reconheço também o papel que o Ricardo teve nestes últimos tempos. Porque não há ninguém que não goste de se sentir protegido, abraçado, amado e defendido de tudo e de todos por alguém que se revela ser o Príncipe/Princesa que cada um de nós sonhou para si. E digam o que disserem, quem afirma que não procura alguém assim, está a mentir. Nós vivemos para amar e ser amados. Essa é a minha filosofia. Como tal, posso dizer que todo este carinho está a curar a minha dor. Desde os desenhos que ele fez para mim, a forma como ele olha discretamente para mim durante as aulas, os abraços que demos, as gargalhadas que já partilhamos juntos, as mensagens de boa noite, a forma delicada como toca no meu cabelo, o cuidado que tem ao dar-me a mão sempre que tenho frio até ao simples sorriso que ele mostra quando me vê. Se estou a ficar apaixonada ou não, não sei... Acho que nem tudo na vida tem de ter um nome, um rótulo. Sei que me sinto muito bem quando ele está por perto e sei que sinto a falta dele quando ele não está. Sei que ele é o rapaz dos meus sonhos, o Príncipe que eu sempre sonhei, o homem que eu sempre quis ao meu lado até ao fim. Sei que ele me disse " Vou mostrar-te o verdadeiro significado de 'felizes para sempre' " e eu acreditei. Sei que ele me disse " Quero estar contigo, e se há uma coisa à qual não admito falhar é fazer-te feliz. " e eu voltei a acreditar. E admiro muito o facto de ele nunca me ter dito aquele "Amo-te", porque não é preciso dizê-lo. Eu sei que é amor. Aquele fogo que arde sem se ver.

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